Gasolina R$8 e GOL R$90 Mil! Quem é o Culpado dos Pobres não poderem mais ter carro? – EP 02

808.497 visualizações

dos carros populares no Brasil? A gasolina está cara por causa do ICMS dos estados, como o governo vem batendo forte em cima disso? Eu investiguei o assunto, e agora você vai entender onde é que está o problema. Onde foi que o Brasil deu errado. Olha essa notícia aqui. “Gol supera R$88 mil e puxa novos reajustes de preços da Volkswagen”. Um dia desses mesmo o Gol chegou nos R$70 mil e a gente já achou um absurdo. Agora o danado está quase nos R$90 mil. Um carro popular custando quase cem mil reais, meu amigo. Será que dá pra chamar de popular ainda? Em fevereiro, quando o Gol chegou nos R$70 mil, o site do Auto Esporte até falou que aquele era o fim dos carros de entrada. O preço dos carros no Brasil coloca o nosso país na triste 5ª colocação nesse ranking aqui. Somos o 5º país mais caro para se ter um carro zero quilômetro em todo o mundo! E quem dera que o problema fosse só o preço do carro. Porque primeiro você compra um carro de R$88 mil e, apesar do desaforo do preço, fica todo feliz com a compra. Depois você vai no posto e tem que encher o tanque com uma gasolina de R$7 nele. Quer dizer, encher o tanque atualmente é ostentação pura, você chegou neste nível? Em 3 regiões do Brasil a gasolina já passou dos R$7, e o sul é o infeliz líder com uma gasolina de R$7,21. Não sei se você lembra, mas lá em 2015, teve uma mulher que surtou com o preço da gasosa e deu um show com a gasolina a R$ 3,40… Agora já está mais que o dobro! Mas é agora que você vai entender por que os carros e a gasolina estão custando tão caro, começando pelo preço dos carros. A verdade é que os carros no brasil já eram bem caros antes da pandemia. A gente vai ver isso e como conseguiram aumentar ainda mais. O Brasil se supera, meu amigo! Lembrando que este vídeo é trazido pra você pelo modalmais, nosso parceiro aqui do canal e banco digital dos investidores. Você abre a sua conta, usa no dia a dia pra pagar as despesas da sua casa, tem pix, cartão e programa de pontos que dá cashback! E no mesmo app você investe na bolsa de valores. Abra a sua no link do primeiro comentário que eu tenho certeza que você vai curtir! Por que os carros estão tão caros 1. Margem de lucro das montadoras O primeiro motivo é que as margens de lucro das montadoras aqui no Brasil estão entre as mais altas do mundo. Elas não divulgam suas margens, mas estima-se estar em torno de 7,5% a 15%. Vamos comparar a margem de lucro das montadoras aqui no Brasil e lá no exterior. Olha a parte que está em verde. Enquanto a média de lucro das montadoras no Brasil é de 10%, a média mundial é a metade disso, 5%. Claro que se ajustarmos este lucro aos riscos do Brasil, até que não está tão alto assim né? Quem empreende no Brasil sabe bem como é. Mas então, se as margens de lucro não explicam tudo… De onde vem o golzinho de quase cem mil? As montadoras definem os preços de acordo com a demanda. E existe uma demanda que acomoda esses preços. Trocando em miúdos, o raciocínio das montadoras é o seguinte, que vale pra qualquer produto, na verdade: “Se o brasileiro paga 80 mil, pra quê a gente vai diminuir pra 60? A gente tem demanda pra essa oferta, então manda bala aí.” É, meu amigo, a verdade é que o brasileiro simplesmente está disposto a pagar um valor inflado pra comprar um carro. Carro é sinônimo de conquista, status – embora seja um passivo que só tira dinheiro do seu bolso. Embora isso possa estar começando a mudar. Você vai entender isso daqui a pouco, tá bom? Mas agora a gente vai ver outro vilão do preço dos carros aqui no Brasil. Por que os carros estão tão caros Vamos voltar à comparação do carro brasileiro com o mercado mundial. Mas agora considerando aquele ser que abocanha grande parte do que as empresas e cidadãos produzem. O governo. Vamos considerar um carro, comprado no estado de São Paulo, que tem um custo de R$100 mil sem contar os impostos. Mas aí entra o PIS/COFINS, que é de 11,6%, e é calculado de acordo com o preço líquido. O ICMS é 14,5%, e ele é calculado sobre o preço líquido e o preço final. O IPI é calculado em cima do preço que já considera o ICMS e o PIS/COFINS. Tá entendendo o que isso quer dizer? A gente paga IPI sobre ICMS e PIS/COFINS, meu amigo. É nessa hora que eu penso: para o mundo que eu quero descer. Mas, se você compra um carro zero, vai ter que emplacar também, certo? Pois é, tem que pagar 4% de IPVA. Na fritada dos ovos, meu amigo, esse carro vai passar de 100 mil para 152 mil. Vamos supor que você tá de olho num Onix zero. Olha o pessoal da CNN explicando quanto esse carro custaria sem os impostos. É, meu amigo, os automóveis brasileiros têm os impostos mais altos de todo o planeta. Quando junta IPI, PIS/COFINS, IPVA e ICMS, mais de um terço do preço do carro vai pro bolso do governo. Mas pensa que acabou (Jéssica) ? Que é “só isso” de imposto? Tem também as cobranças embutidas na fabricação e na comercialização dos veículos, como o IOF, o ISS e o imposto cobrado sobre a energia elétrica consumida pela fábrica. Cada imposto é calculado em momentos diferentes da cadeia de produção e de comercialização do carro. Por causa de tudo isso, a cobrança de impostos sobre os veículos é meio que um balaio de gato, sabe. Os fabricantes pagam impostos durante o processo de produção, e depois que o carro está prontinho, dá-lhe mais imposto. Isso significa que, no fim das contas, meu amigo, você acaba pagando até imposto em cima de imposto. Agora me fala: quem aguenta um negócio desse? Até agora a gente está vendo por que os carros são tão caros no Brasil. Aguenta firme aí que já já você vai entender por que eles estão encarecendo ainda mais do ano passado pra cá. Vamos pro terceiro motivo. Já ouviu falar do custo Brasil? A economia e a infraestrutura do nosso país têm um conjunto de características que encarece a fabricação, a distribuição e a comercialização de produtos. Quer ver um exemplo pra você entender melhor o custo Brasil? Tá começando a entender o tal do custo Brasil? Todos esses problemas nas estradas encarecem os produtos que chegam até você. Dados de 2017 mostram que a má qualidade das estradas é responsável por 27% do custo operacional do transporte. Mas, além da parte de infraestrutura, o custo Brasil também tem a parte econômica, que só brasileiro sabe como é instável por aqui. As políticas monetárias e cambiais mudam de uma hora pra outra. E aí, como é que as empresas fazem pra se planejar? Elas não conseguem estimar, por exemplo, qual vai ser a cotação do dólar, a taxa Selic e a inflação daqui a algum tempo. Como é que faz pra precificar um produto num cenário instável desse? O que você faria, senão aumentar o preço? É um conceito básico em investimentos: se aumentam as suas chances de prejuízo, de risco, você vai exigir mais em troca para continuar no jogo. Entendeu como funciona o maldito custo Brasil? Mas tem outra coisa que encarece os carros por aqui. Há algumas décadas, os requisitos e obrigações relacionados com a fabricação de carros eram muito mais simples. Hoje as montadoras precisam atender um monte de regulamentações que foram criadas porque o Brasil e o mundo mudaram muito de lá pra cá. Se você tem acompanhado as notícias, sabe que as mudanças climáticas se tornaram uma das principais preocupações da humanidade. Os carros precisam colaborar para a redução de poluentes, e as soluções pra isso não são baratas. As montadoras têm investido muito para que seus carros poluam cada vez menos, e esses investimentos geram custos que, logicamente, são bancados por quem, por quem, adivinha? Raimundo nonato? Não, eu e você e todo mundo. Tem também a questão da segurança. As ruas e estradas do Brasil são muito mais perigosas hoje do que há algumas décadas. Projetar uma estrutura que proporcione segurança para quem está dentro do carro pode levar meses, o que, naturalmente, encarece o produto. Como as montadoras precisam atender uma série de normas de segurança e de respeito ao meio ambiente, o desenvolvimento e a fabricação de um carro saem mais caros. O que a gente viu até aqui explica por que os carros são caros no Brasil. Mas por que, afinal de contas, eles estão ficando ainda mais caros do que de costume? Vamos dar sequência que você vai entender. E jajá a gente fala da polêmica questão da gasolina e o ICMS. O mercado automotivo mudou muito. Olha essa notícia de dezembro de 2019: “Como a Uber drenou lucro de montadoras de veículos no Brasil”. Essa matéria explica um fenômeno bem interessante que está atingindo em cheio a margem de lucro das montadoras. As vendas diretas, que são as vendas para frotistas e outras categorias especiais, cresceram bastante. Pra efeitos práticos, vamos chamar todos de “frotistas” aqui. Os frotistas estão comprando cada vez mais carros, enquanto as vendas no varejo estão diminuindo. Um dos principais motivos é que os motoristas estão preferindo alugar carros em vez de comprar. Aqui no Brasil são mais de 200 mil motoristas de Uber que trabalham com carro alugado. Pra você entender melhor o impacto da Uber no setor automotivo, vamos pegar o Onix, por exemplo. Em 2013, um ano antes da Uber chegar no Brasil, 6% das vendas desse carro eram pra frotistas. Em 2019 esse número subiu pra 40%. Olha o que acontece com a Localiza, que é uma frotista gigante. Em 2012, ela comprava 2% de todos os carros fabricados no Brasil. Em 2019, esse número subiu pra 10%. Mas você quer saber o que o aumento das vendas a frotistas tem a ver com o lucro das montadoras, né? Acontece que os frotistas compram carros com um desconto bem generoso. Já chegou a ser maior: antes da pandemia, você poderia contar com 20 a 30% de desconto na venda direta. Mas agora esse percentual de desconto foi reduzido para mais da metade. Em 2012, 25% das vendas de carros eram para frotistas. Já em 2019, esse número pulou para 46%. No mesmo período, as vendas no varejo caíram 50%. Neste ano de 2021, a FIAT, por exemplo, teve 60% das vendas feitas diretamente. Achou bastante? Na Jeep, vendas diretas correspondem atualmente a 73% do faturamento! E o resultado disso fica claro nas palavras do líder do setor automotivo da KPMG, que é uma empresa de auditoria e consultoria. Ricardo Bacellar disse assim: “Como montadora, o que você vê é que seus clientes estão fazendo muito dinheiro com teu produto, e você não está tendo lucro nenhum (…). As vendas diretas são um modelo insustentável no longo prazo.” Agora pensa: se as vendas de carro com desconto estão crescendo tanto e esse modelo é insustentável, qual seria a solução? Quem sabe aumentar o preço do produto? Lembrei até daquela história da black fraude no Brasil. Aumentar pra dar desconto: “tudo pela metade do dobro do preço”. Mas saiba você que tem questão política no meio da história dos carros altos. Vai vendo aí. Quando começou a pandemia, uma das coisas que mais chamou atenção no mercado financeiro aqui no Brasil foi a alta do dólar. No dia 10 de fevereiro de 2020, ele estava em R$4,29, e chegou a R$5,85 no dia 11 de maio. De lá pra cá, o dólar até caiu um pouco, mas nunca mais voltou para a região dos R$4,30. A cotação no dia que eu gravei esse vídeo, por exemplo, era de R$5,32. Essa alta do dólar impacta o preço dos carros, porque, apesar de termos fábricas aqui no Brasil, muitas peças são importadas. Cerca de 35% delas vêm do exterior. Aí, se o dólar sobe, essas peças ficam mais caras. E você tá ligado que isso aumenta também o que é pago de imposto, né, já que os impostos são cobrados na forma de porcentagem em cima do valor da peça. Inclusive, aqui acaba entrando também o custo Brasil, já que a flutuação da cotação do dólar prejudica o planejamento das montadoras. Aí o que elas fazem é jogar mais um pouco pra cima os preços que já estão altos por causa da alta do dólar. Isso serve pra você se lembrar que o cenário político, brigas e ruídos (e em quem você vota) impacta – e muito – diretamente no seu bolso. Lembra o que aconteceu com as montadoras quando a Covid-19 começou a se espalhar no Brasil? Olha essa notícia do dia 17 de março de 2020. “Por coronavírus, montadoras dão férias coletivas e já demitem no Brasil”. As fábricas precisaram parar a produção pra tentar controlar a transmissão do vírus. O problema é que a paralisação que aconteceu no 2º trimestre de 2020 pode ter causado um prejuízo de 42 bilhões de reais! Como é que faz pra se recuperar de um prejuízo desse? De novo, advinha? Aumento de preços. Os aumentos que aconteceram no ano passado foram uma forma de o setor automotivo tentar repor estas perdas. Só que depois surgiu outro problema. E olha que nem estamos falando da gasolina. Ainda. No segundo semestre de 2020, as montadoras voltaram a produzir. BUT… o ritmo de produção voltou lento, claro. Com isso, a oferta diminuiu. E o que aconteceu com a demanda? Ela não caiu tanto quanto se esperava. Agora faz o cálculo. Baixa oferta com demanda ainda aquecida… Resultado? Carro mais caro. Com uma grande quantidade de consumidores disputando uma quantidade limitada de carros, pode aumentar o preço tranquilo que as concessionárias vão encontrar compradores interessados. Pra fechar a tempestade perfeita que o Brasil está enfrentando, vamos ver mais um motivo. E aí vem a parte mais polêmica destes dias, que é a gasolina, e aí a porca vai torcer o rabo. Quando começou a pandemia e o isolamento social, o que aconteceu com os trabalhadores? Muitos deles foram trabalhar em home office, lembra? Com isso, a demanda por computadores e outros dispositivos aumentou demais da conta, aumentando a demanda por chips e semicondutores. Só você pensar o tanto que aumentou a demanda por aparelhos eletrônicos (já que todo mundo estava entendiado em casa), como computadores, placas de vídeo, video games. Sem contar as famigeradas webcam, pra você fazer aquela live ou reunião da firma usando aquela bela bermuda floral, a lá cid moreira. Sem contar que a pandemia prejudicou as cadeias de produção e distribuição de matéria-prima também. Acontece que não são só os computadores que precisam de chips. Os carros também precisam. Aliás, tem carros que têm um poder de processamento até maior que o de alguns computadores. Só que o problema de falta de semicondutores no mercado ainda não foi resolvido, e olha o impacto disso no setor automotivo: “Montadoras sentem desgaste pela Covid-19 e escassez de chips semicondutores”. De acordo com essa matéria, grandes montadoras como Toyota e Volkswagen deram um alerta desanimador ao darem evidências novas de que a indústria automotiva está mergulhada na escassez de chips semicondutores que não dá sinais de que diminuirá. Aí, meu amigo, já viu, né. Baixa oferta e alta demanda por semicondutores, você já sabe o que acontece: o preço aumenta. Agora você sabe por que os carros estão encarecendo tanto. Só que finalmente a gente chegou na parte polêmica da história. O que foi que a gente fez de errado pra ter que pagar 7 reais na gasolina? Por que a gasolina está tão cara? No site da Petrobras tem um infográfico que mostra a composição do preço da gasolina. Olha só. 10,6% é o custo da distribuição e da revenda 17,0% é o etanol que vai na mistura 27,6% é o ICMS médio, por que ele varia de estado para estado 11,3% são três impostos: a CIDE, que significa Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico, que é um tributo federal, e também o PIS/PASEP e o COFINS e 33,5% é da Petrobras. Nesses 33% que são da Petrobras, a gente já consegue destacar alguns motivos para o encarecimento da gasolina. Um deles é a política de preços da Petrobras. Durante o governo do Michel Temer, aconteceu uma mudança na política de preços da empresa, e hoje eles são definidos de acordo com o preço do petróleo no mercado internacional. Antes, o governo evitava reajustar esses preços pra tentar controlar a inflação. Só que isso é uma interferência do estado na economia, e bem sabemos o que acontece quando o governo intervém no preço de qualquer coisa. Vide por exemplo o tabelamento de preços no brasil de Sarney ou na venezuela, por exemplo. Ou a própria Petrobras da época da presidente Dilma, que teve prejuízo de 71 bilhões de reais. Durante o governo do Temer, os reajustes chegaram a acontecer diariamente, o que levou a uma grande greve dos caminhoneiros. Aí a Petrobras diminuiu a frequência dos reajustes, mas os preços dos combustíveis continuam acompanhando o preço do petróleo no mercado internacional. E isso não tem como mudar. Lembre-se que a Petrobras também importa Petróleo, e o preço do barril, em reais, está nas máximas históricas: Neste outro gráfico do Mises Brasil, veja como muda o jogo se cotarmos o barril de petróleo em ouro, em vez de real: Se a moeda que o Brasil usasse fosse o ouro (ou pelo menos lastreada nele), você poderia estar pagando na gasolina o mesmo que pagava em 1998. Não é a toa que fiz um vídeo falando como eu fiz pra investir em ouro, que está aqui em cima. Ainda falando do preço do petróleo no mercado externo. A pandemia e o isolamento social levaram à redução do consumo de derivados do petróleo, lembra disso? No ano passado nós vimos várias notícias desse tipo, ó. “Qualidade do ar melhorou 40% em cidades que adotaram distanciamento social. Regiões que decretaram estado de emergência em fevereiro por conta da Covid-19 tiveram uma redução significativa nos níveis de poluição do ar”. A Nasa até divulgou imagens que mostravam a diminuição da poluição na China de janeiro para fevereiro de 2020. Só que, depois que passou a fase mais agressiva da pandemia, as economias dos países voltaram a crescer, aumentando a demanda por petróleo. Se aumenta a demanda e a oferta se mantém, a commodity fica mais cara, certo? Como se não bastasse, o petróleo é cotado em dólar, então a alta do dólar faz o petróleo e, consequentemente, a gasolina ficarem mais caros. Outro componente do preço da gasolina são os impostos, lembra? Em média 27,6% de ICMS e 11,3% de CID, PIS/PASEP e COFINS. De fato, o ICMS é um dos componentes que mais pesam no preço, já que ele é (em média) quase um terço do valor da gasolina. Tanto é que ele tem sido apontado como o culpado pelo aumento do preço da gasolina. Mas será que é isso mesmo? Será que é a alíquota do ICMS que está encarecendo a gasolina? Olha, o ICMS está presente no preço dos combustíveis desde quando? Vamos dizer que é desde quando você se entende por gente. E a alíquota desse imposto na gasolina não aumentou neste período que a gente mais sentiu o aumento da gasolina. Por outro lado, o real segue se desvalorizando em comparação com o dólar, e o preço do petróleo no mercado internacional continua subindo. Por causa disso, a Petrobras reajusta o preço da gasolina para cima. Isso sim têm causado esses aumentos absurdos no preço dela. Só em 2021, a Petrobras já aumentou o preço dos combustíveis em mais de 50%. Aí você pensa assim: “Então, pra diminuir o preço da gasolina, é só os estados diminuírem a alíquota do ICMS, uai. Facinho demais da conta”. Quem dera que fosse simples assim, champs. Quem dera. A Lei de Responsabilidade Fiscal impede um governante de diminuir uma receita sem compensar isso com outra receita. Então, se um governador diminuir o ICMS da gasolina e não colocar outra receita equivalente no lugar, ele comete um crime. Como você está vendo neste pronunciamento do governador aqui da terrinha, que inclusive refuta que o vilão seja o ICMS, lembrando que o imposto é o mesmo por aqui desde 2018. O fato é que, independente de quem esteja certo na história, a gente precisava é que nossos ilustres governantes sentassem e nos ajudassem em ideias para sair desta pandemia. Inclusive a inflação de dois dígitos tá batendo à nossa porta, coisa que não tínhamos há um bom tempo. Só que veja você que a rubrica “transporte” equivale a menos de 21% da composição do IPCA. Então, a conclusão ginecológica da história é essa aqui, meu amigo: embora todo mundo esteja falando de gasolina e do golzinho de 90 pilas. O fato é que praticamente TUDO está subindo no Brasil. Só em 2021, se você ganha um salário mínimo, 62 reais sumiram da sua carteira. Silenciosamente, você nem se deu conta disso. E esse, pra mim, é o principal risco do Brasil atualmente. Mas eu quero saber é de VOCÊ. Você acha que o ano vai fechar com o Gol custando quanto? Será que ele passa de R$100 mil? E a gasolina? Vai passar de R$8 até dezembro? Bate na madeira aí e vem assistir esse vídeo aqui do lado pra você saber como o governo

Subscribe
Notify of
guest
0 Comentários
Inline Feedbacks
View all comments