
Auditório da sede da Telefônica durante o evento (à frente, estudantes anotam as suas impressões) Foto: Carlos Della Rocca |
A sede da Telefônica, em São Paulo, foi o palco para o lançamento do livro "Geração Interativa na Ibero–América: Crianças e Adolescentes Diante das Telas Digitais”, no último dia 09 de março. A publicação é o resultado de um estudo organizado pela Universidade de Navarra, na Espanha, em parceria com a Fundação Telefônica, por meio do EducaRede, e identifica as características que configuram a geração interativa no Brasil e em outros seis países, em crianças e jovens com idades entre 6 a 18 anos.
Para comprovar que a linguagem das telas digitais não é nenhum bicho de sete cabeças para a nova geração interativa, duas escolas públicas, a EE Simon Bolivar, participante do projeto "Aula Fundação Telefônica", e a EMEF Fernando Gracioso, do Projeto "Nas ondas do rádio", da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo, levaram ao todo 68 estudantes do Ensino Fundamental para cobrir o evento com máquinas fotográficas digitais, laptops, filmadoras, microfones e celular.

As estudantes Maria Helena Romão Ferrari (laptop) e Manuela Santos da Silva (microfone) cobriram o evento Foto: Carlos Della Rocca |
As alunas Manuela Santos da Silva e Maria Helena Romão Ferrari, ambas na 8º série da EE Simon Bolivar, concederam entrevista ao EducaRede e explicaram como foi o trabalho da dupla. Manuela Silva, enquanto carregava nas mãos o celular em que tirou fotografias e filmou, e na fisionomia a satisfação em ter acesso à essa tecnologia, disse: "Não foi difícil usar os equipamentos, gostei muito, principalmente de entrevistar as pessoas e interagir com elas". Maria Helena, que transcrevia as entrevistas e a impressão sobre o evento para o laptop, em um software de edição de textos, concordou com a parceira e falou sobre a diferença no cotidiano da sua escola após a chegada dos laptops. "A interação e a integração dos alunos cresceu muito com os computadores. Nós passamos a ter acesso a conteúdos que não tínhamos antes deles aparecerem".
A professora Enir Ester Portela Garcia, que acompanhou os 38 estudantes da Simon Bolívar, corroborou com o que foi dito por suas alunas: "A experiência de trazer os adolescentes para cobrir o evento e manusear os equipamentos foi um passo a mais a caminho do pleno exercício da interação. Eles trabalharam juntos e discutiram sobre a melhor forma de produzir esse material". Em relação aos laptops dentro das salas de aula na Simon Bolívar, Emir Garcia afirmou: "O interesse dos alunos pelas aulas aumentou muito depois da chegada do equipamento, eles passaram a ler e escrever mais. Uma grande parcela de estudantes adquiriu gosto pela pesquisa na Internet e quando damos um trabalho, buscam, dentro ou fora da sala de aula, informações na web a respeito do tema proposto". Cabe dizer que a pesquisa na Internet, assim como a publicação e a comunicação são aprendizagens do Letramento Digital, pressuposto do "Aula Fundação Telefônica" e do Programa EducaRede.
Sobre o Projeto "Aula Fundação Telefônica"
A ação é fruto de uma parceria entre os Programas EducaRede e Pró–menino, e visa contribuir para a erradicação do trabalho infantil por meio da qualificação dos processos de ensino e aprendizagens nas escolas. Para isso, as escolas beneficiadas, todas elas localizadas nas regiões onde moram e estudam crianças atendidas pelo Pró-Menino, receberam um conjunto de 30 a 45 computadores portáteis Classmate, infra-estrutura de acesso à Internet sem fio, um laptop para o professor, um servidor, dois roteadores e um datashow. Além disso, o projeto oferece um ano de capacitação e apoio direto aos professores por meio do Programa EducaRede. |